segunda-feira, 25 de abril de 2011

LIVRO DE RECEITAS - Você gosta de licor de figos?

Pequenos livros...
Grandes receitas...
Muitos amigos...


Livro de Receitas

No final do verão passado, comprei a casa que por muito tempo pertenceu aos Gray. Estava fechada por mais de 20 anos. Uma linda casa! Meu objetivo era comprar e revender, mas foi quando entrei na sala que tudo mudou. Alguns móveis velhos ainda estavam lá e entre eles, um pequeno baú. Dentro dele, havia algumas folhas soltas de um livro velho, que forravam o fundo. Eram folhas de um livro de receitas. Cada folha, uma receita. Recolhi uma a uma e fui colocando dentro do livro que tinha muitas outras tão maravilhosas quanto aquelas em minhas mãos. Algumas estavam grudadas, mal dava para ver o que estava escrito. Na volta para casa, enquanto organizava o livro, era impossível não imaginar o gosto dos bolos, das tortas, das geléias... e dos licores... ah!! um aroma contagiante...
Resolvi testar algumas das receitas. Enquanto eu terminava de preparar um dos bolos, alguém bateu na minha porta. Era uma vizinha, perguntando que cheiro bom era aquele. Convidei-a para entrar e juntas saboreamos aquele bolo. E isso se repetiu com a torta..., as geléias..., cada receita, uma pessoa na porta, todas trazidas pelo cheiro bom que pairava no ar. Fiz novos amigos, reencontrei outros e os laços de amizade com os mais próximos se fortaleceram. Minha casa já estava ficando pequena demais para tanta gente. Aquelas receitas eram mágicas. Conseguiram o que há anos eu estava tentando. No mês seguinte, mudei-me para a casa onde encontrei o livro e nas sextas-feiras, passou a ser um ponto de encontro. Em uma dessas tardes, uma senhora muito simpática, bateu em minha porta e disse que veio por causa do aroma do licor de figos. Ela entrou e enquanto eu lhe servia um cálice, ela me disse que estava muito feliz, pois estava realizando seu maior desejo:
- "Novamente um cálice de licor de figos e mais uma tarde entre amigos!"
Foi isso que ela me disse.
Ela aproximou-se da mesa e seus olhos brilhavam enquanto ela folhava o livro de receitas. Conversamos enquanto eu preparava uma torta de maçãs. Pedí a ela que ficasse, aumentando assim o grupo de amigos. Com os olhos marejados e um sorriso em seus lábios, ela me disse que era o que ela mais queria. Deixei-a na cozinha e fui receber outras pessoas que batiam na porta. Quando voltei, ela não estava mais lá. O livro estava fechado e ao lado dele sobre um punhado de farinha, eu pude ler: página 03.
Enquanto meus olhos percorriam a casa para encontrá-la, uma brisa leve passou por mim, apagando o que estava na mesa.
Depois que todos foram embora, abri o livro e desgrudei a página 03 da anterior, podendo assim ler o que estava escrito. Tinha uma dedicatória e dizia o seguinte:

“Estas receitas são mágicas e devem ser saboreadas por amigos, degustadas com amigos e estreitar laços entre amigos...
A magia está no fazer.
Comemore, deguste e brinde... principalmente se for com um cálice de licor de figos.”
Adelaide Gray


Um ano depois, minha casa, de ponto de encontro, passou a uma casa de chás, aberta agora, todos os dias. O livro de receitas tem um lugar especial na entrada. Todos que chegam até aqui, sabem da história. Muitas outras são contadas entre os amigos, mas nenhuma se destaca mais que a do livro de receitas. Há quem de vez em quando deixe um punhado de farinha ao seu lado. Quanto à mim, bem, eu sempre deixo um cálice de licor de figos na mesa da cozinha... afinal, eu estou entre amigos...
Lhu Weiss

sábado, 16 de abril de 2011

OS LENHADORES DE MORKENTOWN

Noites frias...
Nas montanhas...

Cuidado com o que está entre as árvores!


Os Lenhadores de Morkentown

Foi em uma noite fria que reunimos um grupo para contar histórias em volta da fogueira! Outras pessoas do acampamento, também vieram para contar histórias, principalmente de terror. Um homem alto que veio acompanhado de um primo meu, prontificou-se a contar a primeira e começou falando:
- Algumas histórias, sempre nos deixam intrigados e essa que vou contar é um tanto quanto difícil de entender, acreditar então...
- No ano de 1920, era comum homens procurarem emprego de lenhadores. As empresas os contratavam e os levavam para as montanhas. Ficavam lá em cima por dias, às vezes por meses. Normalmente eram amigos, pais e filhos, vizinhos, todos se conheciam, principalmente se eram de cidades pequenas. Mas em algumas temporadas, era comum que viessem estranhos de outros lugares. As montanhas de Morkentown, eram famosas. Por onde quer que você passasse, todos sabiam que por lá existiam as melhores árvores. Emprego garantido! E foi lá que alguns desses estranhos chegaram para trabalhar. Entre eles, John Norhalae. Ninguém o conhecia, mas foi bem recebido. John era um homem forte, de traços marcantes e de muita personalidade. Subiram as montanhas, montaram seus acampamentos e começaram seus trabalhos. John, não demorou, começou a se destacar entre eles. Bom lenhador, ajudava os amigos e era o melhor contador de histórias. Todos sempre queriam estar com John. Menos um. O velho Doug Parkerwille. Ele não gostava de John. Era um velho ranzinza, de poucos amigos, mas sempre estava nas montanhas. Trabalhava muito e falava quase nada. Em um fim de tarde, quando todos voltavam para o acampamento, um barulho pôde ser ouvido entre as árvores. Era como se fosse alguém muito forte derrubando galhos e troncos. Em seguida, um grito assustador tomou conta do lugar. Por alguns minutos, todos ficaram imobilizados. Aquele grito ecoava pelas montanhas. Outros lenhadores de outros acampamentos se aproximaram assustados, perguntando o que tinha acontecido. Ninguém soube responder. Começaram então, contar seus homens. Somente três não estavam entre eles. Dois deles, eram John e o velho Doug. Mais de uma hora se passou e só então apareceram John, com muitos arranhões pelo corpo e... o velho Doug. John disse que estava escuro, só sentiu ser atacado, mas conseguiu fugir. Doug, por sua vez, ficou calado. Saíram em busca do outro homem, mas foi só no dia seguinte, que o encontraram arranhado, pescoço dilacerado...morto! Nunca havia acontecido nada igual. Quem ou o quê o teria matado? Alguns acreditavam ter sido um urso gigante. Dias depois, durante à noite, em volta da uma fogueira, enquanto eles bebiam e contavam histórias, o velho Doug observava John. Aproximou-se e perguntou como foi que ele escapou do suposto urso. John sorriu e disse que era muito forte. Mais forte do que todos pudessem imaginar! O velho perguntou se era forte o suficiente para fugir ou matar...Todos olharam para John e para Doug. O quê estava acontecendo alí? Acusações? Suspeitas?... John levantou-se e sem falar nada, deixou Doug sem resposta. Os outros logo voltaram às bebidas e às histórias. Eles achavam que o velho estava delirando. Em outros dias, outros homens também apareceram mortos. Decidiram que procurariam e matariam aquele urso. Que urso? Não havia nenhum urso!... Saíram em caçada e desta vez o grito de horror eclodia entre as árvores. Alguns homens com medo tentaram fugir, mas nunca conseguiram ir além do riacho, eram mortos. Doug disse que era John quem estava matando os lenhadores. Que ele se transformava em um monstro grande e forte e se alimentava do sangue deles. Todos disseram que Doug estava louco e que deveria ir embora. Mas nem Doug e nem os homens conseguiram. Foi uma noite de horror, uma carnificina total. Ninguém desceu das montanhas naquela temporada. Somente dois homens. John e Doug. Entre as pessoas da cidade, não houve quem não acreditasse que Doug era o monstro que matou aqueles lenhadores. Foi o único que tinha sangue em suas mãos e estava vivo! Foi internado como louco. John estava bastante machucado, mas recuperou-se. Foi interrogado, mas como não viu nada, não pôde ajudar nas investigações. John prometeu à si mesmo que nunca mais voltaria naquelas montanhas. Em outras... talvez, mas nunca sozinho, sempre acompanhado. Depois disso, ninguém nunca mais o viu. Hoje tenho certeza que ninguém soube o que realmente aconteceu. E também não souberam do segredo de Doug.
- Que segredo? Perguntou um dos ouvintes em volta da fogueira.
- Doug tentou proteger os lenhadores, mas não tinha como controlar seu filho...
- Que filho? Uma outra pessoa, bastante assustada perguntou.
- John! Ele era o segredo que Doug tinha.
- Mas se era segredo, se ninguém desceu das montanhas, se ninguém nunca mais viu o John, como você sabe disso?
Então, ele levantou-se, começou a apagar a fogueira e disse:
- Porque ele, o velho Doug, era o meu pai...






    Lhú Weiss

    sexta-feira, 8 de abril de 2011

    LORD CASPEL BARYE

    O cêis gosta di vinho?
    Intão bebi essi...qui o cêis vai virá vampiro!




    LORD CASPEL BARYE
    ( Um causo contado por um mineirim caipira )

    Eu inté vô contá um causo pro céis. Quem cunheci o Lordi Casper Barye qui nem eu, tamen gosta muito deli, demai da conta, num sabe? O homi si mudô prás banda di cá, no finarzim do mês passado i já foi logo fazeno amigo.
    As moça vivi falano: “ Ô homi bunito”!

    I os moço vivi falano: “Ô homi sinistro”!
    I num é qui é verdade? O bunito fica por conta das moça, agora sinistro, uai... iss eli émezz.
    Ô ceis óia bem, o homi têm um cabelão cumpridão demai da conta, preto, preto, preto. Já a cara, é branca, branca, branca. Iguarzim paper. I o cêis num sabi o qui mai. Eli usa uma capona preta, preta, preta, Iguarzim o cabelão. Adora passiá di noiti, dispois qui o sór si põe. Eli fala qui gosta di esperá um tar di crepúsculo i embora. Intão eli sai prô seu paseio noturno! Acho qui essi tar di crepúsculo, devi di sê um cara muito chato! Nunca ví eli não! Mai vortano no assunto, “Seo” Casper Barye é um homi sinistro, mai muito bão. Notra noiti, eli convidô os amigo lá du buteco prá tomá umas bebida, na casa deli. Si nóis fumu? Uai... nóis fumu, sim! Chegano lá, quando eli abriu as porta, num dáva prá creditá não! Um casarão! Parecia um castelo! Tinha uma larera grandona, com um fogão bem grandão! Bão, bem grandão, não! Era um foguim queimano...queimano...mai parecia grandi! I a iscada? Num cabava mai. I os degrar? Tinha um tapeti vermêio...bem vermêio!
    Na salona no lado, era só garrafa di vinho! Um montão mezz! Tudo quanto é tipim di vinho, tinha lá! Si nóis bebêmo? Uai... nóis bebêmo, sim! Os vinho éra bão! Ô trem bão! Demai da conta! Tinha garrafa grandi, piquena, cheia, meio cheia, com uns nomi bem istranho, istranho mêmo! Mai éra bão! Nóis bebêmo tanto, mai tanto, qui inté chegô uma hora, qui eu já tava trocano as bola, ou mió, as garrafa. Mai tinha uma, qui num é qui chamô minha tenção? Tinha um rótulo com um nomi... ó aqui ó, num sei falá não, mai iscrevi assim:
    B.L.O.O.D. O+. Perguntei o qui éra i eli falô qui num éra prá bebê aqueli não!

    Uai? Mai pur caus diquê aqueli não?... Num resisti i virei guela baixo. Homi-rapai! I num é qui éra bão? Demai da conta!
    Mai o cêis num sabi qui conteceu! O homi veio ca queli jeito todo gentir i segurô no meu braço i...NHAC! meteu o denti! Falô qui era pra “ repô o vinho”. Num intendi nada não!
    Quanto nóis bebia, eli deu uma saidinha ca garrafa na mão. Mai vorto loguim, loguim! Num sei ondi eli foi não!
    Táva tudo muito bão, bão mezz! Só num gostei di uma coisa... lá pelas tanta da madrugada eli falô qui antis do sôr nascê, nóis tinha qui i imbora! Tinha qui durmi!

    Uai! Durmi di dia? Bão, dispois di tanto bebê, nóis tamen ia!
    Inté qui eli num bebeu muito não! Na hora qui nóis táva, já lá na rua, ví qui tinha isquicido as chave! A patroa num ia abrí a porta não! Ah, não mezz! Então vortei i bati na porta da casa deli, mai num atendeu não! Aí, eu entrei né? Num sei ondi eli tava não! Peguei as chave i fui procurá pra mi dispedi di novo. Foi intão qui resorvi subi a escada i cheguei numa outra salona. O cêis num sabi o qui tinha lá! Ó aqui ó, uns deiz caxão! Bão, deiz não, só um. Mai tinha! I num é qui o “Seo” Casper tava durmino lá dentro? Ô homi sinistro, ô homi estranho!
    Num fiquei cum medo não! Izz é coisa di genti “ecêntrica”! Fui embora, dexei o homi lá, i num falei nadinha, nadinha pra ninguém não!
    Uai, genti! O “Seo” Casper é genti boa! Num faiz nada pra ninguém não! Eu inté qui tô gostano da idéia di durmi no caxão! I izz começô dispois da mordida.
    Genti?...genti?... ei? Pessoar? Ondi qui o cêis vai?... Vorta qui! Eu num cabei di contá o causo não! Ara... povinho bessta sô! Inté pareci qui tão veno vampiro!

    Dá nada não! Manhã tudim elis vai lá tomá, o tar di vinho B.L.O.O.D. O+ qui é bão demai da conta! Ô trem bão! “Seo” Casper sabi convencê! Como? Vem aqui qui o cêis vai vê...

    Lhú Weiss

    segunda-feira, 28 de março de 2011

    BLUE MOON

    Viagem ao passado?
    Entrar no portal do tempo?
    Contatos com outras dimensões?
    Não acredita?
    Espere pela próxima Blue Moon e veja o que acontece...




    Blue Moon
    Noites de verão são sempre muito quentes, mas são maravilhosas, principalmente quando é noite de blue moon. A lua fica linda! Dizem que nessas noites, tudo é possível! Algo sempre acontece! E foi em uma dessas noites, que resolvi sair com meu carro sem destino. Peguei a estrada sem me preocupar aonde chegaria. No rádio, uma boa música e lá fora, a lua brilhava e iluminava meu caminho. Abaixei o capô do carro para vê-la melhor e a convidei para que me fizesse companhia! Cheguei próximo a uma cidadezinha onde alguns bares ladeavam a estrada e um deles me chamou a atenção. Era charmoso e parecia aconchegante. Velas em pequenos vasos davam boas vindas na entrada. Entrei, e enquanto esperava meu suco, olhei em um canto, quase que escondida, uma Juke Box. Não resisti e fui até lá. Sabe o que é uma Juke Box e bem ali na minha frente? Eu tinha que estar lá para ver isso de perto! Eu precisava vê-la tocando... Coloquei uma moeda e escolhi que música queria ouvir! Ela começou entrar em pane! Ligava e desligava, acendia e apagava e eu não sabia o quê fazer quando... Alguém se aproximou e bateu com a mão em cima de um dos botões. Ouvi um barulho e vi que uma abotoadura caiu no chão. Me abaixei para pegar e enquanto me levantava, meus olhos foram acompanhando aquela pessoa que estava ao meu lado. Ele era lindo! Alto, moreno, usava gel nos cabelos e um terno preto que combinava muito bem com ele! Seu olhar, além de suave era hipnotizante! Que homem era aquele! Abri minha mão, e disse acho que isto é seu! Ele olhou fixamente em meus olhos e com um gesto sutil estendeu sua mão e me perguntou: ­
     -Você quer dançar?
    Eu não sabia o que dizer! Mas se dissesse que não, me arrependeria pelo resto de minha vida! Dançamos e conversamos a noite toda! Na Juke Box já tinha tocado I got You Babe... Moody River... Hurt e até mesmo Only You.. Era como se estivéssemos nas nuvens... E a lua parecia que estava presente o tempo todo! Tudo era maravilhoso e nada mais importava! A Juke Box começou entrar em pane, quando tocava Blue Moon. Eu adoro essa música! Pedi licença e fui tentar fazer funcionar. Novamente ligava e desligava, acendia e apagava... Até que apagou de vez! Quando olhei para o lado... Estava sozinha. Meus olhos rapidamente começaram a procurar por ele. O garçom se aproximou e disse que meu suco já estava em minha mesa. Perguntei a ele se tinha visto o rapaz que estava comigo. Surpreendentemente ele disse que além de mim, havia somente um casal na mesa ao lado e mais ninguém. Insisti e falei que ele dançava comigo ao som da Juke Box e pedi: tente lembrar!
    - Impossível moça! Essa máquina só está aí de enfeite! Não funciona já têm uns cinco anos! E saiu me olhando com um olhar de desconfiança... Fui para casa e me questionava o tempo todo! Mas eu realmente sabia que tudo aquilo, tinha acontecido! Estou esperando pela próxima blue moon e vou voltar lá e reviver tudo de novo, vai dar certo! Porque por alguns minutos naquela noite eu entrei em outra dimensão! Ou para quem acredita, voltei no tempo! Eu tenho certeza! E quando isso acontecer, será para sempre!
     Você deve estar se perguntando como é possível entrar em outra dimensão ou voltar no tempo! E eu posso afirmar que é. Porque um dia, quando tiver a oportunidade de abrir minha gaveta da cômoda, vai encontrar em uma pequena caixa, uma abotoadura esperando por outra... 







    Lhú Weiss

    sábado, 12 de março de 2011

    TIRAR RETRATO


    O que marca mais uma pessoa?
    O tempo?
    A essência?
    Ou o que ela faz ao longo da vida?
    Dê uma boa olhada em suas fotos, talvez elas possam revelar o que até hoje você ainda não descobriu...

    TIRAR RETRATO

    Se têm uma coisa que a tecnologia não pode mudar é a beleza que um retrato têm. Me lembro bem como se fosse hoje. Família toda reunida, câmera fotográfica na mão e a caminho do lugar mais bonito que escolhemos. Não era muito longe de casa, apenas algumas ruas abaixo da minha. O ano era...bem, isso não importa. E por aqui o progresso ainda parecia distante. O terreno próximo a uma chácara parecia um grande gramado, alguns matinhos à sua volta tinham um tom rosado que pareciam flores. Os eucaliptos além do cheiro de frescor, eram perfeitos para um piquenique em suas sombras. O riacho tinha peixes e a água era cristalina. Algumas árvores emprestavam seus troncos para as balanças de corda que os pais faziam para seus filhos. O bairro ao lado, tinha um carinhoso apelido de pastinho. É que lá,cabras, cavalos e alguns bois e vacas pastavam livremente...perfeito! Ali era o lugar para tirar um retrato da família. Naquela época, demorava pelo menos um mês para que o retrato ficasse pronto. A ansiedade era enorme, mas valia à pena. O papel tinha uma qualidade que até hoje não se compara com os atuais. As cores com o tempo, apenas suavizaram, mas o brilho do conteúdo é o mesmo. E o contorno do papel? Tinha uns recortes que formavam uma moldura e deixava o retrato uma maravilha!
    Mas, o progresso chegou! Nada mais lembra aquele lugar. Avenidas se estenderam às margens do que virou um córrego, prédios se ergueram onde eucaliptos davam sombras, casas foram construídas na chácara onde comprávamos verduras e os animais..., não sei para onde foram. Ah, sim! Nós também estamos diferentes! Aqueles tempos não voltam mais! Ainda tiramos fotos... a família cresceu... alguém em especial já se foi, outros chegaram e estão chegando... outros lugares foram descobertos, mas a qualidade do papel, das cores, dos lugares... jamais será igual. E as pessoas também!
    Prefiro os retratos. Acredito que eles revelam muito mais do que se vê. A inocência no jeito de ser, a suavidade dos olhares, o sorriso de cada um de nós... Isso tudo os retratos preservam até hoje.
    Fotos e retratos não se comparam...
    bons tempos...
    b
    ons retratos...
    bom lembrar...

    Lhú Weiss

    quarta-feira, 2 de março de 2011

    DIÁLOGO


    Se você é daquelas pessoas que perde a paciência com facilidade,
    então é melhor não encontrar com o João por aí...
    Senão...O cê tá lascado!



    Diálogo

    - Ô Zé?
    - Quê João...
    - Já cansei de tanto cortá grama, cê não?
    - Já...
    - Vamo descansá um pouco?
    - Vamo.
    - Zé?
    - O quê...
    - Sabe essa grama que a gente cortô? Dá bem um travesseiro, dá não?
    - Dá...
    - Um prá mim, outro prô cê. Cê qué?
    - Quero.
    - Ah!...Deita aí Zé! Descansá faiz bem, né não?
    - Ôpa!...
    - Zé?
    - Quê João...
    - Tá vendo aquela árvore alí?
    - Qual?
    - Aquela do lado daquela outra, tá vendo não?
    - Não.
    - Ô Zé!...Aquela com folhas bem fininhas, bem alta, viu?
    - Ví...
    - Então? que cê acha dela?
    - Bonita.
    - Bonita? ...bonita é aquela dona que mora lá do outro lado da rua daqui da praça! Vamo lá vê?
    - Subí no muro? Tô fóra...
    - Quem mandou ser tampinha e redondo...Eu te ajudo, subo fácil...vamo?
    - Não vai dar certo...
    - Zé?
    - Quê João...
    - Pára de mastigá mato. Sua mãe não falô que faz mal, não?
    - Falô não... É só pra distraí...
    - Conversa!...Cê tá disfarçando prá não subí no muro. Vamo?
    - Vô não! Cê parece bambú, sóbe lá, depois me conta...
    - Zé?
    - Quê João...
    - Não precisa...Lá vêm ela! Olha lá, olha...não é ela?
    - Acho que é...
    - Zé?
    - Quê...
    - Se o cê tirá o boné da cara, dá prá vê, dá não?
    - Acho que dá...
    - Zé?
    - Hum...
    - Mulherão bonito, né?
    - É...
    - Zé?
    - Heim...
    - Olha!... Cabelos longos...alta...morena...um corpão!...Será que ela têm cachorro?
    - Sei lá?!!!
    - Zé?
    - Fala...
    - Queria sê o cachorrinho dela, cê não?
    - Não.
    - Por quê?...
    - Prefiro comida do que ração...
    - Zé?
    - Tô aqui...
    - Se eu fosse cachorrinho dela, ia ficá com ela...andá com ela...durmí no lado dela...latí pra ela...
    - Ô João?
    - Quê Zé?
    - Cê tá variando?
    - Tô não!
    - Tá na hora da comida, tá não?
    - Tá...
    - Nóis têm muito que capiná aqui na praça, né não?...Então vamo cumê e de boca fechada, certo?
    - Certo...
    - Ô Zé?
    - Quê?
    - Me responde só uma coisa?
    - Só uma.
    - Cumé que eu vô cumê de boca fechada?...
    - Ai ...
    MEU DEUS...
    Lhú Weiss

    quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

    Eu volto!!

    Neve...
    muita neve!!


    Chocolate quente com Rum...

    muito Rum!

    Lhú Weiss ( eu volto!!)

    sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

    CIELO BAR

    Conheça essa figura...


    Cielo Bar

    Todas as quintas-feiras gosto de ir ao Cielo para ouvir Jose Mañanez cantando. Ele é muito querido por todos. Canta e toca um violão como ninguém. Por todo o México, só falam dele. Então, qualquer burburinho é motivo para prestar atenção. Alguém sempre tem uma história para contar.
    As mulheres, se perguntarem à elas, todas já o abraçaram, beijaram e outras coisas mais...
    Os homens são todos amigos dele e pelo menos uma noite na vida já cantaram com ele. Ninguém nunca viu, mas já cantaram!
    Já ouvi de tudo!... Mas, foi de um homem mal encarado que ouvi a pior de todas.
    Ele entrou no bar acompanhado de mais dois homens e sentaram-se na mesa ao lado da minha. Colocaram suas armas sobre a mesa, esticaram-se nas cadeiras e pediram tequila. Por aqui isso tudo é normal. Pistoleiros da pior espécie, sempre aparecem. Mas como aquele, eu nunca tinha visto antes.
    Jose cantava, enquanto aquele homem olhava para ele com os olhos cerrados e parecia balbuciar algumas palavras. De repente, bateu com a mão na mesa com força e disse para seus amigos:
    - Quem conheceu Jose Mañanez como eu,... Sabe o que é viver entre a vida e a morte! E continuou com aqueles olhos cerrados na direção de Jose.
    Não pude deixar de ouvir, mesmo porque eu já prestava atenção desde a hora em que ele entrou.
    Ele percebeu que eu o olhava com surpresa.
    Levantou-se e veio até mim e perguntou quase que me comendo com os olhos:
    - O que foi? Quer me fazer companhia?
    Fechei os olhos, virei meu rosto para o lado, empurrei a cara dele com leveza... O cheiro era insuportável... Não só por causa da tequila, mas também pelo cheiro de cavalo misturado à falta de banho de pelo menos há um mês.
    - Não, obrigado! Só vim aqui, para ver o Jose. O senhor o conhece?
    - Se conheço? Vou te contar o que sei!
    Sem perguntar se eu queria que ele ficasse ali, começou beber tequila, limpou a boca grosseiramente com a parte de cima de uma das mãos, chamou seus amigos, puxou uma cadeira e sentou-se.
    Eu não tive escolha. Pedi um burrito acompanhado de uma tequila. Não bebo, mas tinha certeza de que naquela hora, era o que eu precisava.
    "Ele começou falando que Jose era um homem de duas vidas. Uma de noite, em que ele cantava e encantava, a outra, durante o dia, que ninguém conhecia. Disse que Jose era o pistoleiro mais sangrento que todo o México já tinha ouvido falar. Ele era o
    El Grande Matador, aquele que há alguns anos atrás a polícia deu como morto após uma perseguição. Não se sabe ao certo o que aconteceu. Não pude acreditar! Mas continuei ouvindo. E tomando tequila!
    Ele disse que Jose Mañanez, o El Grande Matador, roubava porque sempre gostou de muito dinheiro. Durante o dia, em seu cavalo e com um lenço em seu rosto, roubava bancos..., trens..., e metia bala em quem atravessasse o seu caminho. À noite, com um jeito sedutor, gastava com as mulheres e bebia com os homens, como se nada tivesse acontecido.
    Ele só temia uma coisa: DIOS! Porque todas às vezes que ele tinha que matar alguém..., sozinho, em silêncio, ajoelhava-se e pedia perdão, mas também pedia que o protegesse".
    Olhei para Jose e a única semelhança visível, era o jeito sedutor. Eu não conseguia acreditar que eles eram a mesma pessoa!
    Perguntei à ele porque estava me contando tudo aquilo e ele disse que aquela seria a última noite em que Jose cantaria e que um acerto de contas o esperava lá fora.
    - Não, não! Não é possível! Não esse Jose! E quem o espera lá fora? Fui logo perguntando sem deixar que ele falasse mais nada!
    Ele levantou-se e de novo bateu na mesa dizendo:
    - Se não acredita, pergunte à Jose sobre Cucha Miquita! Então, se ele fizer o sinal da cruz en su corazón... saberá que falo a verdade!
    Tomou o último gole e foi embora.
    Nessa hora eu já estava atordoado, não sei se por causa da tequila ou do cheiro que ainda pairava no ar que me esqueci de perguntar que acerto era aquele!
    Jose tinha acabado de cantar e fui até lá. Eu o cumprimentei e entre as pessoas que se aglomeravam à sua volta, perguntei quase que gritando:
    - Jose, Jose, uma pergunta: quem é Cucha Miquita?
    Jose não pensou duas vezes, fez o sinal da cruz em seu coração e foi logo falando:
    - Mi Madre de Dios! E saiu rapidamente!
    Não podia ser! El Grande Matador! Agora eu acreditei!
    Alguém disparou alguns tiros para o alto e a correria foi inevitável! Saí empurrado e lá na rua ninguém ficou para ver o que aconteceu! Longe dali, ainda ofegante, parei e fiquei imaginando qual seria a notícia dos jornais do dia seguinte.
    Dias depois e nada de notícias. Ninguém sabia nada! Voltei ao Cielo e tudo estava como antes! A casa cheia, Jose cantando... E ninguém morreu! Agora é que eu não entendia mais nada, nada mesmo!
    Dessa vez pedi água e ficaria sozinho na mesa, eu estava decidido!
    Chamei o garçom e perguntei sobre o que tinha acontecido e enquanto ele manejava a bandeja de um lado para o outro, perguntou:
    - Você não é daqui, não é?
    - Não, não sou. Só estou de passagem, de férias!
    Enquanto ele estendia a mão por algumas moedas em troca de informações, foi falando:
    - Ah, sim! Toda vez que alguém pergunta a Jose sobre Cucha Miquita, começa a confusão, mas é tudo de mentira. É só para turista ver! É bom para a popularidade de Jose e para os negócios, sabe como é! Todo mundo gosta de histórias de pistoleiros, quanto mais real... Melhor! Ah, e o acerto de contas lá fora, é só o dinheiro que rola entre eles. Ele vem aqui uma vez por mês para ajudar na encenação, são amigos. Alguém sempre acredita!
    - E eu caí nessa! Quando tudo parecia tão real...
    Aquele homem, realmente me deixou intrigado!
    - Mas... Ele se chama Cucha Miquita mesmo? É pistoleiro? O que ele realmente faz?
    O garçom puxou uma cadeira, sentou-se, colocou a bandeja sobre suas pernas e gritou para um outro garçom:
    - Por favor! Duas tequilas!
    E começou a contar:
    - Pois bem,... Cucha Miquita é pistoleiro! Mas... Na verdade...

    Se você quer saber quem é Cucha Miquita, aguarde...vem aí Cielo Bar II.

    Mas, lembre-se: Ele pode estar em um bar bem próximo a você... Basta observar!

    Lhú Weiss

    quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

    REI ARTHUR

    Na alma de um menino, a nobreza de um Rei...


    REI ARTHUR
    Problemas!... Esta é uma palavra que me persegue todo dia. Saio de casa para o trabalho e os problemas vão junto, volto e eles também. Por causa deles, já me chamam de arrogante!
    Um dia, resolvi mudar o caminho, só para quem sabe, os problemas pudessem se perder e me esquecerem, um pouquinho só que fosse.
    Estava eu, andando, quando ouço do alto do terraço de um sobrado, alguém gritando:
    - Ei? Cavaleiro errante! Do quê tens medo? Erga essa cabeça e enfrente vossas batalhas!
    Pronto! Não me faltava mais nada! Era um moleque, magrelinho, com uma capa vermelha de plástico, na mão uma espada feita de cabo de vassoura e na cabeça... uma coroa ridícula de papel! E ainda por cima, me chamando de cavaleiro errante! Eu devia estar merecendo mesmo. Tentei ignorar e continuei andando.
    - Ei? Cavaleiro errante! Quem pensa que sois vós? Porque não atende ao Vosso Rei?
    Ah, não! Aí já era demais! Parei bruscamente, olhei para ele e disse:
    - Quem você pensa que é? Nem me conhece!! E fica se achando o dono do mundo!
    - Dono do mundo, não! Mas dono do meu castelo e de meu reino! E vós sois meu súdito!
    Naquela hora, achei ele bastante chato, mas dei corda...
    - Fácil falar daí de cima, não é mesmo? Principezinho...
    - Príncipe não! Rei...
    - Ah, tá bom! Que Rei?
    - Arthur! Rei Arthur! Vossa Majestade!
    - Minha, nada! Daí de cima, tudo é tão fácil... Vêm aqui prá fóra do castelo e descubra como a vida é.
    - Não posso! Mas, não me escondo atrás de um escudo como vós o bem fazeis! Sou Rei e minha coroa me garante isso! Enfrento minhas batalhas de peito aberto!
    - Aí, Arthur? Vou embora, porque você só fala besteira, então... tchau...
    Fui para o trabalho e até dei um pouco de risada. Tanta coisa para resolver e aquele conde, duque, sei lá o quê, me chamando de cavaleiro.
    No dia seguinte, pensei em mudar o caminho novamente, mas eu tava mesmo a fim de pertubar aquele moleque...Quando me aproximei da casa dele e ele me viu, fui logo gritando:
    - E aí? Conde? Matou muitos dragões hoje? Cuidado com o fogo...
    - Conde não! Rei! Rei Arthur!...
    Disse ele todo alegrinho!
    - Não mato dragões, apenas enfrento batalhas. Uma por dia!
    Não dei muita trela para ele e fui embora, mas ainda assim ouvi ele gritar:
    - Ei? Cavaleiro errante? Sois mais feliz hoje!... Tenhais um bom dia!
    O pirralhinho me deixou pensando no que ele falou. Realmente meu dia foi um pouco melhor. Na volta, já à noite, ele não estava lá. Acho que estava assistindo televisão ou dormindo e imaginando coisas.
    Vários outros dias era a mesma coisa...Já me sentia um cavaleiro errante, mas disposto a deixar o escudo de lado e resolver meus problemas.
    Um dia, eu o ví sem sua coroa. Parei e perguntei:
    - Ei? Rei Arthur? O quê aconteceu? Perdeu alguma batalha? Você não têm medo de nada!...
    - Quase! E tenho medo sim! Tenho medo do Cavaleiro Negro!
    - Ah, personagem novo...sei!
    - Em algumas noites, ele vêm me assombrar...Travo uma batalha muito difícil e só assim ele vai embora...Um dia, eu sei, ele me levará para além das montanhas..., mas por enquanto o que me fortalece é o Anjo Branco que me visita todas as manhãs e me traz injeções de ânimo e força. Então reino soberano e absoluto!
    Cabisbaixo, se despediu de mim e entrou.
    Desconfiei que algo estava errado!
    No outro dia, levei para ele uma coroa bem bonita, que eu mesmo fiz. Nunca me imaginei fazendo isso, enfim...Joguei-a para o alto do terraço. Ele sorriu e agradeceu. Colocou na cabeça e disse:
    - Diante da grandeza de vossa parte, vou lhe nomear como um outro cavaleiro!
    Ergueu sua espada e quase sem fôlego, gritou:
    - Vós sois agora o Cavaleiro da Luz! Não tenhais medo! Em vosso caminho, ainda haverá muitas batalhas, mas sabiamente as derrotará, uma a uma! Ide em paz Cavaleiro!...
    Nos tornaríamos amigos dalí por diante. Eu e o Rei Arthur! Porque eu comecei a gostar dele. Minha maneira de ver os problemas, agora estava diferente.
    Por quatro dias seguidos, eu não o ví no terraço. Mais uma semana e... nada! Os negócios no escritório, estavam melhorando e os problemas foram sendo resolvidos um a um.
    Um dia, ví uma senhora varrendo a calçada e perguntei se ela sabia alguma coisa sobre o menino e ela me falou que ele foi reinar além das montanhas!
    - Ah, não! A senhora também não! Fiquei indignado!
    - Por favor, eu gostaria de saber sobre fatos reais, pode ser?
    - Pois bem, disse ela cruzando os braços e me olhando fixamente:
    - O Sandrinho estava muito doente. Há anos ele lutava contra uma doença muito grave. Durante algumas noites, parecia que tudo piorava. Ele se debatia em prantos. Pela manhã, a médica dele trazia muitos remédios. Mas acredite ou não, eu acho que eram as histórias do Rei Arthur que ela contava, que o fez ser forte e viver além do que era esperado. Mas eu não quero acreditar que ele tenha morrido. Prefiro acreditar que ele está além das montanhas, enfrentando batalhas e reinando absoluto!
    Fiquei sem palavras... Nunca me senti tão insignificante diante do que estava ouvindo... Fui embora e retomei a rotina do trabalho, mas de maneira bem diferente! Tinha que ser forte, afinal agora eu era o Cavaleiro da Luz!
    Sempre penso nele...
    Os anos passaram... Hoje as pessoas à minha volta, me vêem mais feliz e disposto. Até ganhei novos amigos..., de vez em quando, penso que um dia poderei ser rei...ter meu próprio castelo ! Mas por hora, enfrento batalhas... e sem escudo!
    Então, eu pergunto:
    - E você cavaleiro errante?... Do quê tens medo?...
    Lhú Weiss

    sábado, 8 de janeiro de 2011

    O ANIVERSÁRIO DO REI






    HAPPY BIRTHDAY ELVIS

    Em 08/01/1935 a música ganhava um presente...nascia ELVIS AARON PRESLEY.
    Anos mais tarde, o mundo passaria então a ter um presente... gostar do seu estilo, das suas músicas e da pessoa ELVIS! O que falar do REI ? do HOMEM ? da LENDA?Muitos passaram pela música, mas ninguém como ELVIS, deixou sua marca que até hoje conquista fãs pelo mundo todo. Irreverente...conquistador e apaixonado pelo que mais gostava de fazer...MÚSICA.
    ELVIS não se foi...continua presente em nossos corações, em nossas vidas...sua música ecoa por onde quer que as pessoas estejam...ELVIS sempre será ELVIS!
    Um REI nunca perde a MAJESTADE!!
    Aos fãs, que sempre o acompanharam e jamais deixarão que sua memória se perca pelo caminho, deixo aqui o meu desejo de felicidades, afinal o presente é para TODOS NÓS!!

    Lhú Weiss

    sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

    É AMANHÃ...

    Amanhã tem festa aqui no meu blog!! é o aniversário de alguém muito importante no mundo da música!! adivinhem quem é? Aguardem... é amanhã 08/01...Dica: Ele sempre está no meu blog...é o rei do rock... e por onde eu for... ele vai!
    Lhú Weiss

    quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

    FEED THE WORLD (ALIMENTE O MUNDO)

    Eu poderia começar desejando a todos um BOM NATAL e um ótimo ANO NOVO, já que estamos no mês de festas e farturas...e sempre pensamos em compras e de como enfeitar nossas casas para a tão esperada NOITE, mas...precisamos lembrar que muitos ainda se quer sabem o que é isso! Qual é o verdadeiro significado do Natal? Pensem e repensem...talvez a resposta esteja em nós mesmos...principalmente quando lembrarmos e fizermos algo para o próximo, por mais longe que ele esteja!
    Escolhi o vídeo e letra abaixo que é um dos meus favoritos, pois adoro a todos que estão nele e concordo com o que dizem na música! Então ouçam e leiam a letra e façam algo por alguém por mais simples que seja a sua ação...então o verdadeiro significado do Natal
    terá algum sentido no MUNDO!

    Do they Know It's Christmas
    It's Christmas time,É Natal,there's no need to be afraidNão há necessidade de ter medoAt christmas time,No Natal,we let in light and banish shadeNós deixamos entrar a luz e banimos as sombras
    And in our world of plenty
    E em nosso mundo de farturawe can spread a smile of JoyNós podemos espalhar um sorriso de alegriaThrow your arms around the worldabrace o mundoat Christmas time.no Natal.But say a prayer,Mas diga uma prece,Pray for the other ones.e a reze por todos.At Christmas time it's hard,No Natal isto é difícil,but when you're having fun...
    Mas enquanto você está se divertindo...
    There's a world outside your windowExiste um mundo do lado de fora da sua janelaand it's a world of dread and fearE é um mundo de pavor e medoWhere the only water flowing is
    Onde a única água fluindo é
    the bitter sting of tearsa aflição amarga das lágrimasWhere the Christmas bells that are ringingOnde os sinos do Natal que estão tocandoare the clanging chimes of DoomSão os da desgraça soando pelas ruínasWell, tonight thank God it's them istead of you.Bem, essa noite agradeça a Deus por serem eles ao invés de vocêAnd there won't be snow in Africa this Christmas time
    E não haverá neve na África neste Natal
    The greatest gift they'll get this year is life.O maior presente que eles terão este ano é a Vida.Ohh....Where nothing ever growsOnde nada nunca cresce,No rain or rivers flowNem a chuva ou os rios fluemDo they know it's Christmas time at all?Será que eles sabem o que é o Natal afinal?Here's to you...Aqui é para vocêsRaise a glass for everyonelevante seus copos para todosHere's to themVeja à elesUnderneath that burning sunembaixo deste sol ardenteDo they know it's Christmas time at all?Será que eles sabem o que é o Natal afinal?Feed the world...Alimente o mundo...Feed the world...Alimente o mundo...Feed the world,Alimente o mundo...Let them know it's Christmas time.Deixe que eles saibam o que é o Natal.Feed the world,Alimente o mundo,Let them know it's Christmas time.Deixe que eles saibam o que é o Natal.

    A banda "BAND-AID" fez essa música para o Natal em 1984, quando muitos africanos passavam fome..., mas até hoje isto se repete à cada ano, no mundo todo!Que o significado do NATAL se espalhe por onde TODOS NÓS estivermos e que com cada mão estendida, possamos abraçar o MUNDO!Lhu Weiss

    sábado, 27 de novembro de 2010

    AMIGOS

    Escolhi uma de minhas histórias para que vocês possam ler enquanto não volto! "GUERRA INACABADA" http://mergalon.blogspot.com/2010/04/guerra-inacabada.html Esta tem que ler até o final, que é bem diferente do que parece.
    É surpreendente!!
    Estarei de volta em breve!
    Abraços e espero comentários

    Lhu Weiss

    sexta-feira, 29 de outubro de 2010

    HAPPY HALLOWEEN

    Somos todos bruxos...Ah,não?


    HAPPY HALLOWEEN
    O Halloween é uma festa muito esperada por nós bruxas, magos, feiticeiros e por meros mortais também! Porquê não? Somos todos parte de um universo místico, envolvido em mistérios que pairam no ar e que faz parte de nossas vidas!
    Quem é que não tem em casa, um chapéu? ou uma vassoura atrás da porta? ou um gato preto? ou um caldeirão? ( eu tenho...)
    Quem é que passa toda sua energia, enquanto prepara um cozido de abóboras? Ou traz amigos para dentro de casa, só com o cheiro bom da torta de maçãs? (tem coisa melhor?)
    Quem é que nunca usou da magia da sedução, para conquistar alguém? ( eu já !)
    Quem nunca fez travessuras e deliciou-se com gostosuras? ( isso é muito bom...)
    Quem é que não tem um cristal energizado? (tenho vários!)
    Quem é que nunca acendeu uma vela na escuridão? (não dá prá enxergar!)
    Quem é que nunca fez uma infusão de ervas para curar uma enxaqueca ou um mal estar? (adoro chás!)
    Quem é que não tem um báu, que não gosta de abrir, só para não lembrar dos fantasmas do passado? ( bem, esses é melhor ficar por lá mesmo...)
    Quem é que não tem um esqueleto no armário? (ops! eu não tenho, mas alguém têm...)
    Quem é que vira um lobo feroz, quando um filho ou uma filha precisa de ajuda? (e devoro todos...)
    Quem é que não conhece um vizinho que parece uma múmia? (esse eu tenho, e é mesmo!)
    Quem é que nunca suspirou olhando para a lua cheia? sonhando com o doce vampiro? (e que vampiro...)
    Quem é que nunca reuniu a família para contar histórias de terror? (adoro fazer isso!)
    Quem é que espanta os monstros e assombrações, quando as crianças estão com medo? (eu não! gosto deles...)
    Quem é que encara a morte no dia-dia no trânsito? (é a pior parte...)
    Quem é que caminha entre os túmulos para chegar até os mortos? (todo dia de finados!)
    Quem é que nunca fez o ritual de uma prece?...( a todo momento!)
    Então...saibam que somos todos bruxas...magos...e feiticeiros sim!
    Aproveitem essa data e reunam-se com suas famílias, divirtam-se! Saiam da dieta e comam doces...esqueçam das tarefas da rotina e façam algumas travessuras...e o mais importante...lembrem-se: estar vivo é a maior de todas as magias!
    E agora com licença...que vou pegar minha vassoura, meu chapéu e sair por aí voando distribuindo muita energia e magia! e se alguém não gostar do que estou fazendo, vou perguntar:
    TRICK OR TREAT?
    Lhu Weiss

    Outono

    O outono chegou...
    pisar nas folhas é uma sensação inexplicável!

    Lhu Weiss

    segunda-feira, 20 de setembro de 2010

    A dor no canto dos olhos...

    Em algumas vezes
    tudo parece tão difícil...


    A
    dor
    no
    canto
    dos olhos
    é a dor que entristece...
    é a lágrima que não desce
    envelhece...
    É uma dor que vem do vazio...
    que não esquece
    o que acontece...
    O olhar fixo no infinito
    sente a dor no canto dos olhos
    que não merece
    a dor da lágrima do que acontece
    quando envelhece...
    A dor no canto dos olhos
    somente padece
    com a lágrima que não desce
    que entristece...
    envelhece...
    a
    dor
    no
    canto
    dos olhos...
    Lhu Weiss

    sexta-feira, 10 de setembro de 2010

    THE WALTONS

    Diferentes ou iguais...
    todos somos uma família!



    THE WALTONS


    Será que alguém pode me dizer qual é a família perfeita?... Tem uma frase que acho que todo mundo conhece: “FAMÍLIA, SÓ A SAGRADA, ENQUADRADA E PENDURADA”. Mas para nós pobres mortais isso não se encaixa ou se enquadra! Somos diferentes...cada um com maneiras e manias que muitas vezes, nós mesmos não entendemos, então, como podemos cobrar compreensão?
    Quando eu assistia os WALTONS achava tudo tão maravilhoso, família unida e reunida, todos ajudavam a todos e os problemas pareciam menores. Quando lembro deles, ainda posso ouvir a música que acompanhava a abertura da série...Não perdia um capítulo! Mas fora da tela, a realidade é outra e as pessoas e as famílias se quer podem ser comparadas a eles. A não ser pelo fato de ter pai, mãe, irmãos, avós e cachorro...ou não! Talvez eles fossem apenas uma família em outro tempo, em outra época, onde a união ainda preservava seu espaço!
    Bom, acho que cada família, tem um pouco dos WALTONS dentro de seus lares. Os STINGS, Os WEISS e tantas outras , cada uma a sua maneira, tentando descobrir a cada dia como ser uma família feliz.
    Em algumas vezes me coloco no lugar do John Boy Walton, que durante a noite, se debruçava em sua mesa diante dos seus escritos e com o olhar sereno em direção ao horizonte, através de sua janela, tentava descobrir os mistérios de uma vida melhor. Escrevia sobre o dia, o mundo, a família e assim deixava registrado suas dúvidas e seus desabafos.
    É tarde...a noite já se vai...e enquanto ainda não tenho respostas, o que posso fazer é esperar por um outro amanhã seguido de mais uma noite e quem sabe nela, as estrelas brilhem cada vez mais e me mostrem o caminho de luz...que todos nós pobres mortais procuramos constantemente...o da felicidade!
    Boa Noite Mary Ellen...
    Boa Noite John Boy...
    Boa noite a todos!!
    Lhu Weiss

    quarta-feira, 25 de agosto de 2010

    WOODSTOCK LIVES

    Em que mundo você vive?
    Talvez algo paralelo possa ser surpreendente...


    WOODSTOCK LIVES
    Se têm alguém que sabe viver a vida numa “nice”, são os dois carinhas que moram aqui na minha rua. Nos finais de semana é sempre o mesmo ritual. Violão, prancha de surf, bóia de praia, rede, malas, caixa de isopor com bebida e comida. Isso tudo dentro e em cima de uma “Kombosa” toda florida carinhosamente chamada de Florence!
    Hippies? São sim! E com muito estilo! Janis Joplin e Jimmy Hendrix estão sempre nas suas camisetas e em suas atitudes. São carinhas do bem! Fico aqui observando quando saem na Florence...no rádio toca uma musiquinha que só eles entendem! E a fumacinha da erva? Vai acompanhando o ritmo, a Kombosa e os dois! Pearl e Maluzzi são duas “figuras carimbadas”! Esses dois sabem viver! Saem na sexta-feira e só voltam no domingo à noite. Mas e durante a semana? Quem procurar pelos dois carinhas, não vai encontrar. Quem entra em ação, são os dois irmãos Jack e Robert. Um advogado e o outro empresário. A praia sai de cena e entra o escritório. As camisetas dão lugar aos ternos. As pranchas desaparecem e as pastas executivas são levadas de um lado para o outro. A música fica por conta de Bach e Florence fica descansando na garagem enquanto o Renault roda a cidade. São homens competentes. A fumacinha? Bem...essa ainda anda por aqui!
    Mas e aquela história toda de paz e amor, festivais, luau, vamos desarmar o mundo, reciclar, Hare Krishna, incenso, flores e amores? Isso tudo está na maneira de ser deles, na alma e no coração, na essência sem esquecer a existência! Eles nunca foram a Woodstock, mas trouxeram para suas vidas, o significado daquele festival... em suas idas e vindas do trabalho para casa, não muda o que eles gostam e aprenderam a gostar em nome de um mundo melhor!
    Pearl e Maluzzi ou Jack e Robert vivem lado a lado com o que é e o que poderia ser, mesmo que seja só nos finais de semana.
    Hoje é sexta-feira e Florence já está saindo da garagem e uma galera com motos e fuscas coloridos, já pararam por aqui. É lua cheia! Vai ter luau! Esse final de semana promete...é sempre assim! Como eu sei disso tudo? Ora...porque hoje é dia em que eu troco o meu lápis, réguas, gráficos e projetos por um bom violão na beira da praia, ouvindo Bob Marley. A fumacinha? Não incomoda não! Don’t worry...be happy!
    Woodstock lives!
    Peace and love!
    Hang loose for every goose!
    Também vou nessa! Uhuuuuuuu!...
     Lhu Weiss

    segunda-feira, 16 de agosto de 2010

    The Man...A KING!

    Sem comentários!

    O dia de hoje não conta.
    Ele sempre estará aqui...
    I love this KING!

    Always on my mind

    Maybe I didn't treat you
    Quite as good as I should have
    Maybe I didn't love you
    Quite as often as I could have
    Little things I should have said and done
    I just never took the time
    You were always on my mind
    You were always on my mind
    Maybe I didn't hold you
    All those lonely, lonely times
    And I guess I never told you
    I'm so happy that you're mine
    If I made you feel second best
    Girl, I'm sorry I was blind
    You were always on my mind
    You were always on my mind
    Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
    Give me, give me one more chance
    To keep you satisfied, satisfied
    Little things I should have said and done
    I just never took the time
    You were always on my mind
    You are always on my mind
    You are always on my mind...


    Lhu Weiss

    sábado, 14 de agosto de 2010

    A RÁDIO PERSPECTIVA 102,4 FM


    Qual é a sua Perspectiva?

    Rádio Perspectiva

    Booom...dia amigos da Perssspectiva!!! Aqui quem vos fala é o amigo Evandro, sempre bem acompanhado de uma xícara de café com muito açucar e principalmente da sua audiência! Mais um dia juntos nessa nossa jornada rumo ao inesperado...ao inusitado...e ao futuro! Que seja qual for... que seja diferente!
    Agora são 07:04h minutos de uma manhã que ainda não sei se ensolarada ou não, porque aqui a temperatura muda a todo momento! Ora frente fria...ora massa de ar quente...e os termômetros vão enlouquecendo, onde a mínima é de 11ºC e a máxima pode chegar a 34ºC. Mas a perspectiva é de que seja mais um dia de 24 horas (ainda)!
    Booom...dia!
    Bom dia amigos caminhoneiros...que rodam nas estradas de todo o país, na perspectiva de se fazer a ida e principalmente a volta para casa! Que São Cristóvão os protejam!
    Booom...dia!
    Bom dia amigos políticos...que vocês cumpram as leis para um mundo melhor, porque a perspectiva do povão é essa e não outra!
    Booom dia!
    Bom dia prá você que tá aí no trânsito...sintonizando o dial do seu rádio na Perspectiva 102,4 FM. Que depois de ouvir tanta buzina na sua orelha, ver motoqueiro levando o seu retrovisor para o espaço e seguindo no trânsito movido a óleo de tartaruga, agora tem a perspectiva de ouvir uma boa música!
    E falando em boa música...que tal ouvir esta aqui:
    Sobe o som...
    “I can see clearly now the rain is gone...
    I can see all obstacles in my way
    Gone are the dark clouds that had me blind
    It's gonna be a bright (bright)bright (bright) sunshiny day...”

    É...amigos! Jimmy Cliff é o cara!...é o cara que sabe como viver viajando...e como viaja! Aquelas folhinhas fazem o cara viajar!
    Mas aqui a gente viaja mesmo é com os pés no chão, sem folhinhas...sem dinheiro...mas correndo atrás! Afinal, a perspectiva é de que o salário melhore, porque de tão pequeno, já ficou lá no 5º dia do mês...e ainda faltam 25...(?)
    Então...vamos ouvir música!
    Sobe o som...

    “yes,I can make it now the pain is gone...
    All of the bad feelings have disappeared
    Here is the rainbow I've been praying for...
    It's gonna be a bright (bright)bright (bright) sunshiny day...”

    Vamos dar uma pausa para os nossos amigos patrocinadores...

    ( cof...cof...cof...VOCÊ ESTÁ TOSSINDO?...
    ENTÃO TOME XAROPE TOSSIL! O XAROPE QUE VAI TENTAR ACABAR COM SEUS PROBLEMAS E VOCÊ PODE MANDÁ-LOS PARA O BARRIL...OU PARA ONDE A RIMA AJUDAR!
    A TOSSE? DEPOIS DE DUAS COLHERADAS, TALVEZ VÁ EMBORA!
    TOME TOSSIL...
    DOS LABORATÓRIOS PERSPECTIL!)

    E voltamos com a nossa programação normal, que de normal só tem a audiência!
    Hoje temos uma pauta em questão: “ A perspectiva das pessoas em relação ao mundo de hoje” Você tem uma opinião?
    Então ligue pra cá...
    Mande um e-mail...
    Uma carta...
    Um sinal de fumaça...participem!
    O mundo só cresce e aparece com a sua ajuda! Se você é decidido e quer um mundo melhor, não fique aí parado, mexa-se! Todos em uma única corrente de força e solidariedade, mexeremos o mundo! Só espero que ele não se desloque mais ainda!
    Bem amigos...fico no aguardo de contatos! Alienígenas ou não...contatos, são contatos!
    Este locutor que vos falou até agora, vai ficando por aqui! Por hora, na expectativa de que todos tenham um bom dia, um bom trabalho, uma boa aula e que no final do dia...lá no comecinho da noite, tenham todos a certeza de que o dia de hoje foi bem melhor do que o dia de ontem! Afinal...essa é a nossa
    Perspectiva! Booooom...dia!!!
    Sobe o som...


    “I can see clearly now the rain is gone...
    I can see all obstacles in my way
    Here's the rainbow I've been praying for
    It's gonna be a bright (bright)bright (bright) sunshiny day...
    ”

    Lhu Weiss
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